
O câncer do colo do útero é um tumor que se desenvolve na região inferior do útero. Ele é causado principalmente por uma infecção causada pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser sexualmente transmissível. Anualmente, a campanha do Março-Lilás promove a conscientização sobre a doença, seus riscos e como se prevenir.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA , trata-se do quarto tipo de câncer mais letal entre as mulheres. A estimativa do Ministério da Saúde é de que, entre 2023 e 2025, cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com o tumor.
Por que se conscientizar sobre o câncer de colo de útero?
Conhecer a doença é fundamental para se prevenir e evitar sua evolução para casos mais graves. Por isso, veja cinco razões para se conscientizar:
- Facilidade de transmissão do HPV
O papilomavírus humano (HPV) é facilmente transmitido na relação sexual. Apenas o contato com a pele infectada já é o suficiente para a contaminação. Estima-se que em torno de 70% a 80% da população já teve algum contato com o vírus, que pode ou não evoluir para um câncer.
- Identificação dos sintomas
O câncer de colo de útero pode se manifestar através de sinais como:
➔ Sangramento vaginal anormal, principalmente após a relação sexual
➔ Corrimento vaginal com odor desagradável
➔ Dor pélvica ou durante a relação sexual
➔ Menstruação mais longa ou mais intensa que o comum
➔ Sangramento entre as menstruações
➔ Dor abdominal
➔ Dor lombar
➔ Secreção vaginal anormal, acompanhada ou não de sangue
➔ Inchaço das pernas
➔ Obstrução do trato urinário
Vale lembrar que, em fases iniciais, a doença pode não apresentar sintomas, o que aumenta a necessidade do acompanhamento ginecológico de rotina.
3. Obtenção de diagnóstico precoce
Apesar de seu índice de letalidade preocupante, o câncer de colo de útero tem grandes chances de cura se identificado em fases iniciais. A forma mais eficiente de identificar a doença é o exame Papanicolau.
De acordo com o Ministério da Saúde, o procedimento deve ser feito a cada três anos por mulheres com idade entre 25 e 64 anos que tiveram pelo menos uma relação sexual.
4. Escolha das formas de tratamento
Caso o tumor de colo de útero seja identificado, ele pode ser tratado de várias formas, dependendo do estágio da doença, das condições clínicas da paciente e de seu desejo de engravidar no futuro.
Geralmente, quando o tumor está em fase inicial, restrito ao colo do útero, a equipe médica tende a dar prioridade a uma intervenção cirúrgica. O procedimento envolve a remoção do tumor e, caso seja necessário, de tecidos e órgãos próximos.
Em quadros mais avançados, o tratamento pode envolver sessões de radio, quimio e imunoterapia.
5. Vacine-se contra o HPV
Principal causador do câncer de colo de útero, o vírus HPV pode ser combatido com uma vacina já existente e disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os seguintes grupos:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
- Mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea;
- Pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos;
- Vítimas de abuso sexual;
- Usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP);
- Pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade.
No Sesc temos disponível a vacina contra o vírus HPV: liberada para crianças e adolescentes a partir de 9 anos de idade com idade limite de 14 anos, 11 meses e 29 dias. É realizada de segunda a sexta-feira, das 07:00h às 18:00h.
Importância de prevenção constante
Como você viu, o autocuidado e os exames de rotina podem fazer a diferença na luta contra o câncer de colo de útero. Além da vacina contra o HPV e do exame Papanicolau de tempos em tempos, é importante estar em dia com as consultas ginecológicas, que podem prevenir ainda outras doenças e manter a saúde e o bem-estar da mulher.
O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, reforça essas iniciativas e destaca os atendimentos em ginecologia disponíveis no Sesc Centro de Excelência em Saúde, localizado no bairro São Francisco, em Belo Horizonte. Na unidade é possível realizar o exame e receber a vacina, entre outros procedimentos.
Saiba mais e agende sua consulta: https://sescmg.com.br/servico/ginecologia/